1ª Edição – (1 a 6 de dezembro de 2008)

Em 2008, alguns grupos de comunicação popular se reuniram na intenção principal de dar visibilidade a sua produção audiovisual, trazendo à tona, na cidade de Campinas, vídeos que refletiam as lutas dos movimentos sociais e dos trabalhadores(as) da região.

A 1ª Mostra Luta ocorreu de 1 a 6 dezembro de 2008, no MIS (Museu da Imagem e do Som de Campinas) e contou com 21 filmes, em sua grande maioria documentários em curta-metragem que retrataram lutas como: dos sem teto, sem terra, a luta pela diversidade sexual, a luta antimanicomial e a luta operária.

Apesar do pouco tempo para sua organização, a 1ª Mostra obteve salas praticamente cheias em todas as sessões, com debates qualificados envolvendo tanto os desafios da esquerda brasileira como a cultura e a arte revolucionária. Várias propostas surgiram durante os debates, sendo a unânime a que propunha a continuidade do trabalho conjunto dos grupos de comunicação organizadores da 1ª Mostra.

Texto de chamada da 1ª Mostra:

“No Brasil, seis famílias (Civita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky) “produzem” praticamente toda a informação que chega aos 184 milhões de habitantes. Quase sem fiscalização, concentram em suas mãos um poder gigantesco de manipulação, contrariando a legislação federal. Para garantir seus lucros e os de seus investidores, essas famílias não hesitam em criminalizar as lutas dos movimentos sociais e distorcer a realidade vivida pelos trabalhadores. Em Campinas, não é diferente: a Rede Anhanguera de Comunicação (RAC) monopoliza os meios impressos na cidade e região (Correio Popular, Diário do Povo, Notícia Já, Gazeta do Cambuí, Gazeta de Piracicaba, Gazeta de Ribeirão). É com esse poder que (de)formam a opinião pública, tratando, em geral, as manifestações populares como casos de polícia.

A “Primeira MOSTRA LUTA!” surge para afirmar um dos direitos mais básicos do ser humano: o direito à comunicação. De 1 a 6 de dezembro, em Campinas, muitos sem-voz falarão, através de vídeos, sobre sua realidade, sonhos e lutas: a luta dos sem-terra, dos sem-teto, dos sem-trabalho, a luta contra a privatização das nossas riquezas, pela diversidade sexual e pelo acesso à arte e cultura, a luta operária e estudantil, a luta antimanicomial, enfim, a luta geral pela sobrevivência. Esperamos que a população de Campinas não se deixe levar pelo silêncio enorme que nos engole e venha ver, com seus próprios olhos, e discutir, com sua própria boca e cabeça, a realidade que não passa na TV.”

  • Membros ativos recentemente

    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
    Avatar do membro
  • Membros online

    Não há nenhum usuário online no momento